temperos

August 1st, 2010

Dia desses, no twitter, um amigo me pediu uma “aula” de temperos. Ele queria saber pra servia cada coisa. Perguntinha complicada, né? Existem milhões de ervas e especiarias que servem pra tantas coisas diferentes que tudo vai depender do que você quer fazer.

Aí me lembrei de uma pequena pesquisa que fiz no primeiro período de faculdade sobre ervas e especiarias e resolvi postá-la aqui. Tá tudo bem resumidinho, mas dá pra ter uma idéia do que se trata e foi perfeito pra mandar pra esse meu amigo que queria uma pequena aula de temperos:

Açafrão:
Condimento original da Europa e Leste Asiático. Tempero de perfume e gosto delicados, funciona também como corante. Já era conhecido desde a antiguidade pelos egípcios e na Roma Antiga era misturado ao vinho e ingerido como afrodisíaco.

São utilizados apenas os pistilos (amarelo-alaranjados) da planta como condimento sendo necessárias 150 mil flores para resultar em 1kg de pistilos. Por isso seu preço é tão elevado.

É ótimo para dar colorido a pratos de arroz, como o pilaf (arroz frito em azeite e depois cozido em caldo de carne e temperos), massas, sopas, carnes, pães e bolos. É muito utilizado também na cozinha espanhola como na paella (prato típico espanhol feito com arroz, pimentões, cebola, alho, açafrão, frango, carne de porco, linguiças e frutos do mar) e em algumas sopas de peixe, como a bouillabaisse (sopa de origem francesa feita com peixes e frutos do mar) e alguns risottos.

Deve ser usado com muita parcimônia pois pode ser tóxico em excesso.

Açafrão da Terra ou Cúrcuma:
Erva originária das Índias, usada como condimento para dar coloração aos alimentos. É também conhecida como açafrão do Amazonas, açafrão de raiz ou gengibre dourado. Suas raízes são vendidas secas ou em pó, têm a coloração amarelo dourado e um odor almiscarado.

Pode ser usado em sopas, peixes, molhos e arroz. É encontrado em mistura de especiarias dos diversos tipos de curry indiano.

Alecrim:
Tem origem no mediterrâneo, o nome alecrim vem do árabe al-iklil. Sempre foi muito apreciado pelas suas virtudes aromáticas e medicinais.

Suas folhas são pontudas, duras e estreitas, verde-escuras por cima e esbranquiçadas por baixo. Seu arbusto atinge cerca de 1m de altura. Cresce em solos rochos, geralmente próximos do mar.

Possui diversas variedades, como alecrim-do-campo, alecrim-de-horta, alecrim-do-mato, alecrim-do-são-josé e alecrim-bravo. Tempero para carnes e aves em geral, para molhos, caças, sopas e cozidos, pode ser usado seco ou fresco. Na região francesa de Provence é usado como tempero de peixe. É uma das três ervas essenciais dessa região, junto com o tomilho e a segurelha.

Alho Poró:
Planta utilizada desde a antiguidade, principalmente por egípcios, gregos e romanos, sendo uma das plantas que simbolizam o País de Gales.

É uma herbácea, do mesmo gênero do alho e da cebola. Apresenta folhas longas, largas, suculentas e verdes, com bainhas que recobrem o caule, formando um talo branco e comestível, dilatado na base.

O alho-poró pode ser utilizado cru ou cozido com saladas ou pratos quentes. Seu sabor é mais delicado, doce e suave que o da cebola, também muito utilizado em recheios de quiches e tortas, ou em refogados de legumes. A parte branca é a mais consumida, mas as folhas verdes são também utilizadas para temperar molhos e sopas. A indústria de alimentos ainda aproveita o alho-poró desidratado para a produção de sopas e temperos.

Anis:
Pequenas sementes escuras, com sabor forte. É utilizado há mais de 5 mil anos.

Também conhecido como erva doce, é um tempero muito utilizado em grãos no preparo de bolos, biscoitos e pães. Pode ser também utilizado para temperar costeletas, peixes pochés, mariscos, caldos, marinadas, molhos, sopas de peixe e sardinhas fritas. Suas folhas dão excelentes saladas e sob a forma de óleo serve para perfumar doces e aperitivos. Deve ser usado com moderação apenas para realçar o sabor dos demais temperos.

Anis Estrelado:
Tem o formato de estrela de 8 pontas com um grão castanho no centro. Originário da Ásia Oriental, foi levado para a Europa por Lorde Cavendish no século XIX.

Também chamado de badiana, é hoje cultivado em todas as regiões de clima quente ou temperado. Apresenta o mesmo óleo aromatizante do anis, apesar de não serem da mesma família. Deve ser utilizado seco e em pequena quantidade, por ser tóxico.

É um aromatizante de peixes, frutos do mar, pães, biscoitos, doces, geléias e gelatinas. É também muito utilizado em bebidas alcoólicas como licores, absinto, chartreuse, anisete de Bordeaux, entre outros.

Cardamomo:
Tempero originário da Índia, também conhecido como cana do brejo. Encontra-se na forma de grãos de cor amarelada.

Nos mosteiros da Idade Média, era cultivado e usado para fazer uma massa doce que os monges mastigavam como se fosse chiclete. De sabor picante e levemente adocicado, é bastante utilizado nas cozinhas chinesa, indiana, árabe e na América Latina, sendo indicado para sopas, carne de porco, fígado, peixes, picles e saladas de fruta. Na Escandinávia é usado para temperar pães e no Oriente para aromatizar café.

Canela:
A canela é extraída do caule da caneleira, árvore de ciclo perene, que chega a atingir 9 metros de altura. Tem origem no Sri Lanka, no sul da Ásia, sendo citada desde os textos bíblicos.

A canela como especiaria é obtida da parte interna da casca do tronco. É utilizada na culinária como condimento e aromatizante, podendo ser usada, por exemplo, na preparação de cafés, chocolates e licores, doces, biscoitos, patês, aves, carnes em geral e arroz. Quando em pó, o ideal é que seja acrescentada antes de servir os alimentos, pois seu cozimento lhe confere um gosto levemente amargo.

Cebolinha Verde:
Tempero originário da Europa Ocidental, é conhecida e usada desde a Idade Média. Veio para o Brasil com os portugueses.

Existem duas variedades, a cebolinha-verde e a cebolinha francesa, ou ciboullette. Tem porte de até 30cm, folhagem ereta de talos verdes na parte superior e branco na raiz. Pode ser encontrada fresca ou seca, consumida crua ou em refogados. É ótimo condimento para omeletes, sopas, molhos, legumes cozidos, bolinhos de carne ou de peixe, saladas. É indispensável no molho tártaro e no molho verde. É ótima também misturada a queijos, como queijo minas, cottage ou ricota, em pasta, para servir com sanduíches ou canapés.

Curry ou Caril:
Mistura de especiarias e ervas de origem indiana, conhecida na Índia como Massala. O curry pode variar totalmente de um prato para outro e cada dona de casa tem sua própria receita de curry.

A palavra curry vem de kari, que em indiano significa molho. Curry, para os indianos, é a denominação genérica de ensopado.

Os ingredientes são pilados num almofariz e depois é acrescentada pimenta fresca. Dessa mistura obtém-se uma pasta que deverá ser cozida com carne ou legumes. Os ingredientes mais utilizados no curry são: coentro, cominho, cúrcuma, gengibre, pimenta do reino, cravo, feno grego, cardamomo, noz moscada, tamarindo, canela, manjericão e páprica.

O curry é industrializado em três formas: mild, mais suave e pouco apimentado; o hot, mais apimentado e o very hot, muito apimentado. Pode ser usado em peixes, carnes, vegetais, leguminosas secas, ovos, etc.

Chili:
Planta tropical da família do pimentão, também conhecida como pimenteira-cumari ou pepperoncino. Tem sabor picante, seu fruto pode ser usado inteiro, seco ou moído. É o principal ingrediente do molho Tabasco e muito utilizado na culinária mexicana, chinesa, latino americana, tailandesa e indonésia.

O prato mais conhecido preparado com chili é o prato mexicano chili com carne, um ensopado picante de feijão cozido com carne moída.

É encontrado ao natural ou seco, inteiro ou em pó, na forma de pasta e de molho pronto com tomates.

Coentro:
Do latim coriandrum, significa “cheiro de percevejo” devido ao aroma forte exalado por todas as partes verdes da planta. Os grãos, por sua vez, possuem aroma agradável, principalmente depois de secos.

Tem origem no oriente Médio, foi levado para a Europa pelos romanos que, para conservar carnes, esfregavam-na com uma mistura de coentro, vinagre e cominho.

Fresco, em folhas, pode ser usado em peixes, mariscos e camarões. Em grãos, inteiros, na preparação de salsichas e picles. Em grãos moídos, constitui condimento agradável de carnes, aves, sopas, pães e doces.

Cominho:
Tem origem no Egito e Mediterrâneo oriental. Os povos árabes utilizavam muito o cominho e há registros de que os gregos já empregavam o cominho como condimento.

É uma planta herbácea de raízes finas e ramificadas em segmentos finos e possui flores brancas ou rosadas. Nessas flores, encontram-se suas sementes, que são muito aromáticas.

Em grãos, inteiros e moídos, pode ser usado em carnes, aves, sopas, queijos, pães e licores. Faz parte da mistura de condimentos indiana curry e o tempero marroquino ras-el-hamout, uma mistura de cerca de 50 ingredientes.

Cominho Holandês ou Kümmel:
É um tempero em grãos que lembra a erva doce. Frequentemente é confundido com o cominho, mas é mais adocicado e um pouco diferente. É muito usado em queijos, biscoitos, pães, charcutaria e em alguns legumes, como a batata e o repolho para a confecção do chucrute.

Cravo:
O cravo tem origem nas Filipinas e nas Ilhas Molucas e é utilizado há milênios na preparação de perfumes e como tempero. Na Europa era uma raridade, passando a ser importado pelos portugueses após descobrirem o caminho marítim para as índias.

Os cravos estão disponíveis inteiros ou moídos e podem ser usados em doces de compota, pudins, bolos, pães, vinhas d’alhos, peixes, molhos chutneys, etc.

Endro
Planta originária da Ásia, espalhou-se pela região mediterrânea e pela Europa de forma espontânea. Possui folhas finas, dividas em segmentos, presos a talos verdes e flores amarelas pequenas. Os gregos já apreciavam essa erva e para os romanos simbolizava alegria e prazer. Plínio, o naturalista, escreveu que o endro “condimenta finos pratos para o deleite dos entendidos”.

No Brasil é conhecido como aneto. É encontrado fresco, em ramos, ou em grãos, inteiros ou moídos. As folhas frescas podem ser usadas em peixes, batatas cozidas, ensopados, repolho, molhos de salada e maionese. Os grãos moídos temperam bem torta de maçã, biscoitos e folhados. Utilizam-se os grãos inteiros em conservas e é muito usado na cozinha escandinava.

Gengibre
é uma planta tropical semelhante ao junco, cuja raiz é utilizada como especiaria. Tem origem na Índia e Malásia e já era utilizado pelos romanos e n Japão e China há milênios.

Sua raiz fresca é nodosa e possui uma casca bege. Quando nova, possui a casca clara e a polpa suculenta e macia. Tem sabor forte e adstringente, levemente picante. Oferece uma poderosa ação anti-bactericida e desintoxicante contra toxinas de peixes.

A raiz fresca pode ser usada em pedaços, em fatias ou raladas. É encontrado também em pó, em conserva doce ou salgada ou em forma de cristais. Pode ser usado em conservas como picles, molhos, chucrute, chutneys, doces, bolos, pães, bebidas quentes, com saladas ou acompanhando peixe cru.

Hortelã:
Devido ao fato de que suas espécies toleram bem várias diversidades climáticas, desenvolveu-se em várias regiões do mundo, principalmente no sul e centro da Europa, Oriente Médio e Ásia Central.

Planta herbácea, pode chegar a atingir 80 cm de altura, com folhas ovais e serrilhadas, de cor verde-clara, e flores de coloração violeta.

É utilizada como aromatizante em pratos e bebidas, podendo suas folhas serem adicionadas inteiras ou picadas. Também possui várias propriedades medicinais.

Louro
O louro pertence a mesma família da cânfora e da canela. Sua árvore chega a atingir 10m. Possui flores amarelas e pequenos frutos azuis.

A mitologia grega conta que, para salvar a ninfa Dafne da perseguição de Apolo, os deuses transformaram-na num loureiro. Frustrado com isso, Apolo fez uma coroa para si mesmo com as folhas de louro. Significando em latim “honraria nobre”, desde a antiguidade eram oferecidas coroas de louro para os vencedores, de onde surgiu o termo “laureado”.

Possui aroma muito forte e dizem possuir propriedades narcóticas. Na antiguidade, suas folhas eram mastigadas pelas sacerdotisas como forma de atingir o transe, daí sua fama de conferir o dom da profecia.

Existem várias espécies de louro, algumas muito tóxicas. Devido ao seu forte aroma, deve ser usado com parcimônia para que não camufle o sabor dos outros ingredientes. As folhas de louro são encontradas frescas, secas e em pó. Seu uso é bem adequado para pratos que precisam de um cozimento mais lento, pois seu óleo essencial é liberado lentamente. É um ótimo tempero para feijões cozidos, diversos assados e carnes grelhadas.

Manjericão:
Planta herbácea conhecida desde a antiguidade, tendo origem na Índia e difundida entre gregos, egípcios e romanos. Seu caule é ereto e ramificado, atingindo até 1m de altura.

Atualmente, existem mais de 60 espécies diferentes de manjericão, com variações de cor, tamanho e forma das folhas, tamanho da planta e aroma.

Na culinária, usam-se as folhas do manjericão, que apresentam sabor e aroma doce e picante característico. Elas são utilizadas tanto secas quanto frescas, na preparação de pratos quentes ou frios, sendo amplamente aproveitadas em receitas de origem italiana, na composição de pestos e molhos. Pode combinar com pratos que levam tomate, azeite, limão, carnes vermelhas, massas e queijos.

Manjerona:
tem origem no Oriente, foi introduzida na Europa na Idade Média. São folhas encontradas frescas ou secas, tem sabor quente e levemente apimentado. É bastante utilizada na cozinha, muitas vezes substituindo o orégano, do qual é uma variedade. Pode também substituir o tomilho em algumas receitas. É excelente para assados, molhos para carne, costeletas, pizzas e molhos de tomate.

Mostarda:
É um dos mais antigos condimentos do mundo, tem cerca de 200 gêneros e mais de 2 mil espécies, algumas mais picantes, outras mais suaves.

A mostarda branca tem origem no sul da Europa. A negra, de sementes maiores, tem origem asiática. No século V, já se faziam pastas e molhos de acompanhamento que possuíam mostarda. No entanto, foi somente no século XII que apareceram as primeiras mostardas preparadas de forma mais complexa, misturando temperos e ervas. Em 1630, em Dijon, França, implantou-se a primeira linha efetiva de industrialização de mostarda em potes de argila.

É vendida em grãos inteiros, cuja cor varia do amarelo ao marrom escuro; em pó ou preparada em pasta. Dentre as disponíveis em pasta, as mais conhecidas são a alemã (escura), a inglesa (uma mistura da escura com a clara) e a francesa de Dijon (bem clara, picante e avinagrada). Claras ou escuras, elas podem ser aromatizadas ou compostas, como no caso da Dijon, preparada com ervas de Provence.

Em grãos é usada em conservas, pães, assados, samosas (pastéis indianos de forma triangular) e chucrute. Em pó u em pasta, acompanha carnes gordas, carne de porco, salames, linguiças, salsichas, carnes frias, peixes, etc.

Noz Moscada:
Descoberta pelos portugueses nas Ilhas Molucas. Já era utilizada na Europa desde o final da Idade Média. A parte mais apreciada não era a noz, mas o arilo, a parte carnosa que envolve o caroço, muito aromática e vendida com o nome de mace. Dentro do caroço, encontra-se a noz moscada que conhecemos. É vendida ao natural para ser ralada na hora do uso. O mace é vendido seco e em pó. Pode ser usada em doces ou salgados, tempera peixes, pratos à base de queijo, molhos brancos, omeletes, purês, ponches, conservas, bebidas quentes, bolos, biscoitos e pudins. No norte do Brasil é chamado de “namuscaba”.

Orégano:
Planta herbácea rasteira de caule flexível e folhas pequenas verdes, que tem origem no Mediterrâneo. Suas folhas podem ser usadas tanto secas quanto frescas. O que diferencia suas várias espécies são fatores como clima, tempo e fertilidade do solo. Também é conhecido como manjerona-silvestre ou manjerona rasteira.

O orégano é um ingrediente bastante utilizado na culinária italiana, sendo acrescentado a molhos de tomate, vegetais refogados, carnes e pizzas. Em Portugal, o orégano também é utilizado em caldeiradas com frutos do mar, além de saladas.

Pimenta Caiena:
Tem origem na Guiana Francesa, é hoje conhecida como pimenta vermelha, seca ou em pó, preparada com vários tipos de pimenta vermelha tropical, como a malagueta, vermelha e dedo de moça. É forte e aromatizada, devendo ser empregada com moderação. Indicada para molhos, mariscos, frutos do mar, sopas de peixe, alguns tipos de legumes, misturas de queijos, aves e charcutaria em geral.

Pimenta Calabresa:
Proveniente da Europa, não é um tipo de pimenta, mas um modo de preparo. São utilizadas pimentas desidratadas e piladas a grosso modo e comercializadas na forma de flocos ou em pó. No Brasil é utilizada a pimenta dedo-de-moça, na Itália, a pimenta pepperoncini.

Deve ser utilizada com bastante moderação, pois o processo de secagem apura bastante o sabor e a pungência das pimentas.

Pimenta da Jamaica:
É nativa das Américas e do oriente Asiático, foi levada para a Europa pelos ingleses como new spice (nova especiaria), sendo muito apreciada e valorizada pelos europeus.

Tem sabor e perfume de cravo, canela e noz moscada ao mesmo tempo. Por isso os norte-americanas chamam essa pimenta de allspice, ou seja, todas as especiarias. Seus frutos secos são marrons e pode ser encontrada em grãos ou em pó. É muito saborosa e tempera tanto doces quanto salgados. É utilizada na charcutaria, em picles, bolinhos de carne, molhos de tomate, bolos de frutas, pudins, cremes e tortas.

Pimenta do Reino:
Foi trazida para o Brasil no século XVI, no entanto não se tornou tão popular devido a nossa variedade de pimentas nativas. Era uma especiaria caríssima até o século XIX.

É produzida por duas espécies de cipós ou lianas que se grudam em árvores. É usada de diversas formas: a pimenta verde, colhida antes de amadurecer, bem tenra, conservada em óleo ou vinagre é a mais perfumada; a pimenta negra, colhida antes que as bagas estiverem maduras são secas e conservam a polpa, que fica escura; e a pimenta branca, que é colhida madura e sem polpa, é mais fina e mais aromática que a preta.

Tanto a preta como a branca são encontradas em grãos ou moídas. São largamente utilizadas em carnes, saladas, molhos, sopas, peixes, batata, maionese, e uma infinidade de outros pratos.

Pimenta Rosa:
Não pertence à família das pimentas, é o bago da aroeira. Tem a cor rosada escura, quase vermelha, ardência suave e é adocicada. É mais utilizada como decoração do que como condimento, apesar de ter o uso como tempero também.

É usada tanto em preparações doces quanto salgadas. Pode ser usada em molhos que acompanham carnes, peixes, frango ou camarão, assim como em sorvetes de frutas, mousses, crepes e saladas. Também pode ser utilizado com queijo-de-minas, temperado com azeite de oliva e ervas frescas.

Pignoli:
É a semente do pinheiro, tem aspecto semelhante a uma amêndoa só que menor, de formato oval e cor bege. É oleoso e de sabor suave, levemente picante. É muito utilizado na Itália em risottos, molhos e bolos e seu emprego é fundamental no molho pesto. É também bastante difundido na culinária árabe, indiana e turca. É conhecido pelos árabes como snubar.

Páprica:
Especiaria obtida a partir do pimentão-doce, muito usada na cozinha como condimento. É originária da América Central, sendo levada por exploradores à Europa e aos Estados Unidos.

Seu pó avermelhado é obtido a partir da maceração de um tipo de pimentão-doce, originário da Europa. Após a extração do pó desse tipo de pimentão, seco e triturado, podem ser acrescentados outras variedades de pimentões ou pimentas. Sua classificação dependerá da dosagem desse processo, podendo variar da páprica doce à picante.

Seu uso como tempero é típico da culinária húngara. É utilizada no goulash (um cozido com carne de vaca), em sopas de legumes, frango assado ou ensopado, carnes e peixes, além de servir para dar coloração ao arroz.

Salsa:
Planta herbácea que pode alcançar 15 cm de altura, possuindo talos floríferos que podem chegar a 60 cm. Teve origem na Europa (Mediterrâneo) e foi trazida para o Brasil na época da colonização pelos portugueses. Antes de seu uso na culinária, há mais de 300 anos, já havia registros de suas propriedades medicinais desde os tempos de egípcios e romanos.

Da salsa, todas as partes podem ser aproveitadas. O talo possui muito sabor e pode ser utilizado em molhos e sopas. As folhas se aproveitam em molhos, nas sopas e pratos de cozimento longo. Em saladas, a salsa é usada picada. Os buquês de salsa podem ser utilizados, ainda, como decoração em qualquer tipo de prato.

Sálvia:
Tem origem no Mediterrâneo, na parte que vai desde a costa sul da Espanha até a Itália. Assim como a salsa, seus usos medicinais também eram conhecidos desde a época dos egípcios.

Apresenta arbusto rústico e sempre verde, indo de 30 a 75 cm de altura. Em geral, é cultivada em clima frio e de bastante sol.

A sálvia é muito utilizada na cozinha provençal. Pode ser usada para perfumar carnes como carneiro, porco, coelho e pato. Além disso, pode ser aproveitada com peixes gordos e laticínios. É utilizada, também, em salsichas, marinadas e recheios.

Segurelha:
Erva muito resistente, forma touceiras de 40cm de altura. Possui galhos finos, densamente cobertos de folhas e com flores que vão do rosa pálido ao púrpura.

Encontra-se fresca ou seca e condimenta muito bem carnes, aves, peixes, salsichas, feijões, lentilhas, favas, sopas, etc. É excelente para preparar vinagres aromáticos, patês e vinhas d’alhos.

Tomilho:
Arbusto pequeno e resistente, de folhas ovais e aromáticas e sabor picante quando frescas.

O tomilho é utilizado desde a antiguidade. Os gregos usava-no como condimento e dele extraíam um álcool ou licor aromático muito apreciado. Os egípcios utilizavam o tomilho no embalsamento de múmias, devido às suas qualidades anti-sépticas. Por isso também é bastante utilizado em vinhas d’alho e em molhos para marinar.

É encontrado fresco, seco ou em pó. Pode ser usado para condimentar carnes, sopas de peixes, tomates, cenoura, beterraba, saladas de tomate e cebola, ovos queijos e também para conservar azeitonas.

Zaatar:
Condimento salgado da culinária árabe e libanesa, é uma mistura de ervas (como o hissopo e o tomilho) e especiarias (como o gergelim e o sumagre). Pode ser usado para fazer pães ou na fabricação do queijo árabe chancliche.

Zimbro:
É uma árvore de no máximo 5m de altura de frutas de cor púrpura, levemente macias e de sabor marcante e temperado. É um ótimo condimento pela mistura de sabores que oferece. Na Antiguidade, tinha o mesmo uso que a pimenta. Há diversas bebidas alcoólicas feitas com o uso do zimbro, como por exemplo o gim.

É vendido em bagas, que servem para aromatizar carnes, caldos, cozidos e vinhas d’alhos, repolhos, etc. Quando moídas, seu sabor torna-se ainda mais exótico e tempera muito bem coelho, aves e animais de caça. Na Itália, usa-se muito no preparo da carne de porco-do-mato.

O gim pode ser usado para dar sabor a molhos de carne e também serve para flambar omeletes e bifes.

maquiagem de hamburguer

July 27th, 2010

Todo mundo já teve vontade de chegar na Mc Donalds e pedir um hambúrguer igual ao da foto, né? Porque a decepção de receber seu lanche completamente murcho, caído e feio acontece todo dia, é fato. Só que a fome muitas vezes é maior do que a vontade de reclamar.

Mas não é à toa que aquela foto maravilhosa do seu hambúrguer preferido tá ali, estampando os cardápios das fast foods e as propagandas de TV. Quer saber de onde vem aquela cara linda, brilhosa e apetitosa?

charque

May 9th, 2010

charque1

O charque (ou seca, carne-do-sertão, xergão, chalona, xarqui, jabá e paçoca), assim como o brigadeiro, a caipirinha e o carnaval, é um produto típico do Brasil. E brasileiro adora se gabar dessas coisas, né? =)

A origem do nome charque vem do dialeto quíchua xarqui, língua dos índios que habitavam a região dos Andes. É típico da região Sul, mas muito produzido também no sertão nordestino. E se você conhece o Jerky, tanto a técnica como o nome vieram do nosso charque.

O charque é produzido através da salga e secagem de cortes de carne bovina. As mantas de carne são empilhadas em lugares secos e são constantemente mudadas de posição para facilitar o processo de evaporação da água. Depois, são estendidas em varais ao sol para completar a evaporação. É usada uma grande quantidade de sal, em comparação à carne de sol. Através dessa técnica, a carne se conserva por até 3 meses fora de refrigeração.

O charque possui um papel de extrema importância na culinária e também na história e economia brasileiras, pois viabilizou a expansão da criação de gado e a fixação dos habitantes na zona rural. Foi alimento de escravos, da população mais pobre, trabalhadores do campo que se fixaram longe dos grandes centros comerciais. Além disso, é uma grande fonte protéica. Até hoje, há o hábito na zona rural do consumo de carnes secas.

Como não havia eletricidade para toda a população até um tempo atrás, a salga era uma forma de conservação de alimentos bastante difundida. Além disso, o uso desses procedimentos de conservação surgiu com a necessidade de transporte de alimentos muito perecíveis por longos períodos. E até algumas décadas quase ninguém possuía geladeira em casa.

Mesmo utilizando essa técnica rudimentar, o charque continua sendo um ótimo produto cárneo, muito saboroso e com diversas aplicações culinárias.

Secagem e Salga

A secagem (ou desidratação) é um processo que extrai parcialmente a umidade dos alimentos, aumentando sua vida útil. Essa secagem pode ser feita através do sol ou de estufas aquecidas. Já a salga é um processo desidratante que age na destruição ou inibição de crescimento de microorganismos.

Os cortes possuem tamanho uniforme e seguem os processos de salga úmida, salga seca, lavagem, secagem (ao sol ou em estufas) e empacotamento. Geralmente é utilizada a ponta de agulha, mas é bem comum encontrar charque de ótima qualidade usando o coxão duro. Possui teor de umidade entre 44% e 45% e teor de sal entre 12% e 15%. Embalado á vácuo, possui uma durabilidade maior.

Para seu consumo, o charque deve ser dessalgado em água por várias horas, geralmente de um dia para o outro, sob refrigeração. Depois, a carne é escalfada, fazendo a troca da água de duas a três vezes, eliminando o excesso de sal.

Escondidinho de charque

escondidinho

O escondidinho é um prato muito comum no Nordeste. Em qualquer barzinho nas capitais nordestinas é fácil encontrar essa iguaria. O consumo de macaxeira é hábito por essas bandas, assim como o charque. E vamos combinar que os dois fazem um casamento perfeito =)

Para fazer um escondidinho, você vai precisar de:

600g de charque de primeira
1,5kg de macaxeira
1 cebola
2 dentes de alho
1 colher de sopa de manteiga
Coentro e cebolinho qb
Sal e pimenta qb

Primeiro, a dessalga do charque, que deve ser feita de véspera. Se a dessalga for boa, nem precisa escalfar a carne. Prove antes de usá-la (crua mesmo) pra testar o sal.

Se você tiver um processador, passe a carne para picar. Se você não tiver, pode tentar um liquidificador, mas muito cuidado, talvez fique desfiado demais. Se quiser fazer da forma roots, frite a carne e depois desfie com as mãos.

No caso da carne ainda crua passada pelo processador ou liquidificador, refogue a cebola e o alho em azeite, acrescente a carne e deixe cozinhando. Muito provavelmente ela soltará um pouco de água, já que passou pela dessalga e foi reidratada. Mas é só deixar a panela destampada que a água seca rapidinho. Adicione o coentro e o cebolinho e mexa até a carne cozinhar (não deixe cozinhar demais senão fica borrachuda). Reserve.

Cozinhe a macaxeira com bastante água e sal por aproximadamente 1h. Se a macaxeira for boa, ela vai ficar molinha antes disso e você pode ir testando com um garfo. Depois de cozida, corte-a na metade no sentido do comprimento, retire aquele fiapinho que fica no meio da macaxeira e machuque bem, usando um garfo e toda a força dos seus músculos do braço. Vá adicionando aos poucos manteiga no processo, pois ajuda a amolecer. Se quiser, pode colocar uma ou duas colheres de sopa de creme de leite pra ajudar a deixar a pasta mais cremosa, mas é dispensável.

Depois que você obtiver uma pasta firme mas cremosa, vá montando numa travessa refratária o seu escondidinho. Você pode tanto colocar uma camada de macaxeira no fundo, colocar o charque no meio e fechar com mais macaxeira; pode colocar o charque no fundo e cobrir com macaxeira ou pode simplesmente fazer uma mistureba dos dois (como eu fiz). Todas as formas são ótimas, vai depender da apresentação que você deseja pro seu escondidinho.

escondidinho2

UPDATE: a @catarinacristo deu uma dica ótima nos comentários pra desfiar a charque e, de quebra, ainda dessalgar de forma rápida. Pra aqueles dias em que você tem pressa de comer escondidinho =)

Ela não dessalga a carne de véspera: põe dentro da panela de pressão por 1h com bastante água. Pelo tempo longo que fica na pressão, além de cozinhar bastante até ficar desfiando, o sal também sai. Depois fica bem fácil de desfiar e aí frita com a cebola e o alho. Ótima dica.

bacalhau é peixe?

April 29th, 2010

Minha mãe sempre me dizia que bacalhau não era um peixe e sim uma técnica de conservação de peixes. Sempre teimei com ela dizendo que era uma espécie de peixe e que comumente era comercializado salgado. Minha mãe tava certa.

Ainda no assunto bacalhau, tive dia desses um pequeno entrevero com alunos de outros períodos de gastronomia. Eu falava sobre o despreparo (na parte teórica) de alguns professores do curso de cozinheiro do Senac. Pra quem não conhece, é um curso de 9 meses, onde você passa 8h por dia dentro da cozinha aprendendo tudo e passando por todas funções da brigada. É bem puxado, como pode-se ver, mas pra quem quer seguir carreira na cozinha propriamente dita deve fazer esse curso em algum momento da vida. O ruim é que, por ser de dia, exige que você não trabalhe e se dedique integralmente.

Como o curso exige pouca escolaridade dos alunos (ensino fundamental), alguns professores também não possuem um nível teórico tão apurado. Muitos saíram do próprio curso para ensinar. Então absurdos como “mise en prace” você tem que estar preparado pra ouvir. Não que isso comprometa a qualidade do curso, pelo menos na parte técnica, que é o que importa ali.

Bom, voltando à pequena discussão. Eu falava desses pequenos problemas no curso e comentei de um professor que disse que você pode fazer bacalhau com qualquer peixe. E citou o caso do Pirarucu. De fato, bacalhau é uma forma de conservação de peixes através da salga. De fato, o Pirarucu já é considerado o “bacalhau do Amazonas“. Mas existem espécies (cinco, pra ser mais precisa) que, por sua semelhança, podem ser usadas para fazer bacalhau. Você pode até utilizar a técnica pra salgar uma merluza, mas nunca vai poder chamar aquilo de bacalhau.

Bom, de acordo com o resto do mundo, existem 5 espécies de peixe das quais podem ser feitas o bacalhau, todas vindas de águas muito frias (de 1º a 10ºC) do hemisfério norte. O bacalhau conhecido mundialmente como Cod é o da espécie Gadus Morhua. Todas as outras fazem parte da família dos gadídeos, mas cada uma têm características próprias.

Gadus Morhua: Considerado o bacalhau mais nobre, é pescado no Atlântico Norte. Possui postas largas e uma coloração cor de palha uniforme quando está salgado (e mais clara depois de cozido). Depois de cozido, é extremamente macio e se desfaz em lascas.

Gadus Macrocephalus: Também conhecido como Bacalhau do Pacífico. Em comparação com o Gadus Morhua, possui coloração mais clara quando salgado e sua carne é mais firme, não se desfazendo em lascas, mas pode ser desfiado facilmente.

Saithe: Possui sabor mais forte e coloração mais escura. Cozida, sua carne se torna macia e desfia com muita facilidade. É ideal para o preparo de bolinhos, saladas, gratinados e ensopados. Também é facilmente encontrado no Brasil por um precinho camarada.

Ling: Possui postas mais estreitas, carne branca e muito saborosa. Ideal para assados, cozidos e grelhados.

Zarbo: É o menor dos 5 tipos, mais roliço que o Ling. Ótimo para desfiar, fazer caldos e bolinhos.

Como reconhecer os tipos de bacalhau no mercado?

bacalhau

Há pequenas diferenças quanto a tamanho, formato do corpo e do rabo, mas é difícil ver pra vender bacalhau inteiro. Certamente você vai encontrar nos supermercados as postas já embaladas e identificadas. O ideal é comprar de fornecedores conhecidos, que você sabe que não vai vender gato por lebre.

Quanto à qualidade do bacalhau, existem 3 classificações:

Imperial: É o bacalhau de melhor qualidade, com cortes uniformes, salgados de forma igual, sem manchas, espinhas, totalmente sólido e livre de umidade.

Universal: Todo aquele que não possua os requisitos do imperial, admite-se alguns rasgos e rachaduras, poucas manchas, salga não tão uniforme e algumas espinhas.

Popular: Não satisfaz os requisitos do universal mas ainda é adequado ao consumo. Não entra aqui peixe deteriorado, exposto a contaminação, com muitas rachaduras e carne mole.

Por fim, um vídeo bem legal da jornada do bacalhau nas águas frias da Noruega:

you’re doing it all wrong

April 19th, 2010

Ei, você que compra hambúrguer congelado e pão porcaria de supermercado. Se você faz hambúrguer assim, tá fazendo tudo errado! Veja com Hubert Keller como evitar alguns erros clássicos e fazer um hambúrguer perfeito:

Update: algum problema tá acontecendo pra incorporar o video, então aqui vai o link pra assistir no youtube mesm.

teriyaki wings

April 18th, 2010

Sexta-feira à noite é quando eu tou mais exausta. Tudo que eu quero depois que chego da aula é tomar duas cervejas e comer algum petisco vendo alguma besteira na tv. As teriyaki wings são perfeitas pra sextas como essa, em que você tem preguiça de tomar cerveja num bar mas adoraria ter qualquer comidinha de bar na mesinha de centro da sua sala.

frango-teriyaki
Mais uma vez, foto escura. Noite, má iluminação e amadorismo acrescidos de fome, dá um desconto =)

É uma receita bastante simples, mas o segredo tá na marinada. O ideal é que as asinhas possam ficar na marinada de um dia pro outro, mas como nem sempre é possível, umas horas já são suficientes. Eu deixei cerca de 5h marinando na geladeira e ficou bom.

cerca de 1kg de asas de frango (completa, asa e coxinha da asa)
60ml de shoyu
60ml de cachaça (era pra ser sakê, mas não tinha em casa. uma boa cachaça resolve bem)
5 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de gengibre em pó ou ralado
2 dentes de alho bem picados
1 colher de sopa de tabasco
1 colher de sopa de catchup
suco de 1/2 limão
2 colheres de sopa de vinagre bacana

Misture todos os ingredientes (menos o frango) numa panela e leve ao fogo, mexendo sempre, até que o açúcar derreta e se forme um caldo uniforme. Reserve.

Lave os frangos com um pouco de limão (não exagere!) pra tirar um pouco do cheiro. Separe a coxinha da asa propriamente dita torcendo a asa pra trás e partindo a pele com uma faca.

Misture o caldo com o frango e deixe marinar na geladeira de um dia pro outro ou, se não der, algumas horas. Quanto mais, melhor. Eu gosto de fazer marinadas em saquinhos plásticos porque é uma forma de fazer com que a marinada atinja todos pedacinhos de carne e não fique só depositada no fundo de uma vasilha. E não suja nada!

Depois de marinar, é hora de assar. Aqueça o forno a 180º por uns 10 minutos. Retire as asas da marinada e coloque-as numa assadeira antiaderente. Você tem a opção de assá-las por 30 minutos com papel alumínio e depois de retirar o papel dourar por mais 15, mas eu prefiro fazer todo o processo sem papel alumínio.

Acho que o papel alumínio tem mais a função de cozinhar (vapor) e acho que elas perdem aquela propriedade de franguinho assado sequinho. A carne da asa é muito gordurosa, acho que o ideal é fazer com que essa pele doure mesmo. E não tem coisa pior que pele de frango molenga, né? Então, se você concorda comigo, faça todo o processo sem papel alumínio. Não há necessidade de virar, mas a parte de baixo vai ficar bem tostadinha (o que é uma delícia). Dependendo do forno, esse tempo pode ser menor ou maior, o importante é verificar nos 30 minutos se elas já estão douradinhas.

desenha que eu sou surfista

April 13th, 2010

pasta-and-veggies1

Adora cozinhar mas sempre se complica com as receitas que encontra? Que tal uma receitinha desenhada? O Recipe Look é um site todo composto de receitas ilustradas enviadas pelos próprios leitores. Tem até uma receita de como fazer sua própria receita ilustrada:

instructions-1

instructions-2

Não é fofíssimo?

manteiga de wasabi

March 20th, 2010

Semana passada tinha um filé de salmão no meu congelador. Resolvi grelhá-lo e preparei um manteiga de wasabi, ou raíz forte, pra acompanhar.

salmao

Como fiz tudo mais ou menos no olho, vou tentar reproduzir a receita:

2 colheres de sopa cheias de manteiga
1/2 de sopa de wasabi em pó (pode ser em pasta)
2 colheres de sopa de creme de leite fresco (mas usei de caixinha mesmo)
uma pitada de sal
pimenta do reino a gosto

Misture a manteiga com a raíz forte até formar uma pasta bem homogênea e esverdeada. Em seguida, Misture o creme de leite até incorpar. Adicione sal e pimenta e ponha na geladeira até a hora de usar.

salmao5

salmao4

Nesse dia, preparei um filé grandão de salmão, bem altinho. Temperei com sal, pimenta do reino e suco de 1 limão. Deixei marinando uns 20 minutos. Grelhei com pouca gordura, mas como era alto demais, ainda ficou um pouco cru dentro. Qual a solução: colocar um fiozinho a mais de azeite, e deixar a pele tostar até ficar crocante. Resultado: o filé de salmão fica totalmente cozido dentro sem ressecar, porque a gordura da pele vai penetrar na carne. Ficou sensacional.

salmao2

salmao31

Esse foi o petisco do sábado passado, assitindo ao larica total com Claude Troigros.

bacalhau espirituoso

March 6th, 2010

bacalhau-espirituoso

Vi essa receita uma vez no Menu Confiança, num especial sobre Portugal. Claude visitou uma “tasquinha” em Lisboa, de uma portuguesa muito simpática chamada Adelaide. Achei a receita apetitosíssima e fácil e resolvi testar num almoço de família, quando ainda morava com minha mãe. O troço fez um sucesso tão grande que de vez em quando ela me pede pra repetir. Hoje resolvi fazer pela primeira vez em casa.

Comprei bacalhau em lascas. Além de ser bem mais barato que o bacalhau em postas, já vem quase que desfiado, ou seja, o trabalho vai ser bem menor. Sem contar que as quantidades do bacalhau em lascas são bem menores do que o de posta, então não há perigo de ter bacalhau de sobra. Comprei uma bandeja de 400g.

Deixei o bacalhau de molho em água durante 4h na geladeira, trocando a água na metade do tempo. Desfiei e reservei sob refrigeração. Mas se não for usá-lo imediatamente, congele. Esse procedimento pode ser feito pra uma quantidade maior, aumentando o tempo de dessalgue. Depois eu faço um post somente dedicado ao bacalhau, prometo :)

Ingredientes:
400g de bacalhau em lascas, dessalgado e desfiado
1 cebola grande picada
1 cabeça de alho picado
1 cenoura grande ralada
cerca de 6 pães de caixa pães de forma
1 copo de leite
300 ml de molho béchamel
queijo parmesão ou gruyère ralado na hora
pimenta do reino à gosto
bastante azeite

Primeiro, refogue a cebola e em seguida acrescente o alho em uma panela grande, com bastante azeite. Depois, acrescente a cenoura e continue refogando. Coloque o bacalhau na panela e mexa, misturando bem todos os ingredientes. É normal o bacalhau “chupar” o azeite da panela, por isso é importante colocar bastante. Mas não tem problema: havendo necessidade, coloque mais.

Enquanto isso, molhe os pães no leite e bata no liquidificador. Essa mistura deve ficar meio pastosa. Quando o bacalhau já estiver no ponto, acrescente a pasta de pão + leite à panela e mexa bem. Ponha pimenta à vontade e verifique o sal.

Cada bacalhau é um bacalhau; uns podem vir mais salgados que outros, por isso é importante provar antes de terminar o dessalgue. Geralmente não é necessário pôr sal nessa receita, pois é legal que o sal do bacalhau não tenha saído por completo pra que ele não fique com gosto de sabão. Enfim, cada caso é um caso e só o seu paladar vai dizer o ponto certo do dessalgue.

Transfira a mistura para uma travessa refratária, coloque o molho béchamel por cima e polvilhe com o queijo ralado. Leve ao forno pra gratinar.

bacalhauespirituoso1

cooking by numbers

March 6th, 2010

Tou meio sumida daqui, mas é que as aulas retornaram antes do carnaval e, pra variar, tou atolada de coisas pra fazer. Mas enfim, eu apareço :)

Lendo o blog da Mirella, o Casa de Firulas, vi um site bem bacana, o Cooking By Numbers. Ele serve pra que você possa cozinhar com o que tem na sua geladeira ou no armário. Eu sou super adepta da “cozinha de guerrilha”, ou o “te vira com o que tem em casa” e é muito difícil eu ir num supermercado comprar ingredientes pra algo específico se eu não for receber gente em casa. Na maioria das vezes eu cozinho com o que tem na geladeira e na despensa mesmo. Então, o Cooking By Numbers é perfeito:

cookingbynumbers

Você clica nos ingredientes que tem na geladeira, depois os itens que tem na despensa e voilá! Ele lista uma série de receitas possíveis com aqueles itens:

recipes

Blogs

temperos

August 1st, 2010 by Zenzi

Dia desses, no twitter, um amigo me pediu uma “aula” de temperos. Ele queria saber pra servia cada coisa. Perguntinha co… leia

maquiagem de hamburguer

July 27th, 2010 by Zenzi

Todo mundo já teve vontade de chegar na Mc Donalds e pedir um hambúrguer igual ao da foto, né? Porque a decepção de… leia

charque

May 9th, 2010 by Zenzi

O charque (ou seca, carne-do-sertão, xergão, chalona, xarqui, jabá e paçoca), assim como o brigadeiro, a caipiri… leia

And Bob's your uncle!

May 5th, 2010 by thiagoennes

Eu admito que fui pra Londres de mau humor, já estava sentindo saudades de Amsterdam, da Aneke, do meu casal favorito (… leia

bacalhau é peixe?

April 29th, 2010 by Zenzi

Minha mãe sempre me dizia que bacalhau não era um peixe e sim uma técnica de conservação de peixes. Sempre teimei c… leia

you're doing it all wrong

April 19th, 2010 by Zenzi

Ei, você que compra hambúrguer congelado e pão porcaria de supermercado. Se você faz hambúrguer assim, tá fazendo … leia

teriyaki wings

April 18th, 2010 by Zenzi

Sexta-feira à noite é quando eu tou mais exausta. Tudo que eu quero depois que chego da aula é tomar duas cervejas e … leia

desenha que eu sou surfista

April 13th, 2010 by Zenzi

Adora cozinhar mas sempre se complica com as receitas que encontra? Que tal uma receitinha desenhada? O Recipe Look … leia